Atualmente, o Brasil conta com mais de 14 milhões de influenciadores, o que representa aproximadamente 6,7% da população, segundo dados da Statista e Scopen. Mas quem são essas pessoas? É isso que a segunda edição do Censo dos Criadores de Conteúdo do Brasil, realizado pela plataforma de marketing de influência Wake Creators, quer responder.
Segundo Julia Affonseca, diretora de negócios e operações da plataforma, o objetivo do relatório é compreender de forma mais abrangente as dores, rotinas, desafios, relação com marcas e seguidores desse público, além de expectativas para o futuro deste mercado. Mercado este que, globalmente, deve dobrar de tamanho e atingir US$ 480 bilhões até 2027, segundo previsão do Goldman Sachs.

De acordo com o Censo, 87% dos criadores de conteúdo do Brasil são do gênero feminino e sua maioria (71%) são Millennials (27 a 46 anos) e da região Sudeste (56%). A geração Z, de 18 a 26 anos, aparecem logo atrás, representando 24% dos creators brasileiros.
País dos micro e nanos
“Vimos que o Brasil continua sendo o País dos micro e nano influenciadores”, afirma Julia. Isso porque, o censo revela que mais de dois terços dos criadores de conteúdo brasileiros (71%) têm até 50 mil seguidores, sendo que 33% possuem menos de 10 mil.
Segundo Julia, os micro e nano influenciadores se destacam por sua alta capacidade de engajamento, autenticidade nas interações, conhecimento aprofundado e proximidade real com audiência.
O levantamento revela que esse tipo de influenciador gera até 22,2 vezes mais conversas sobre compras do que um consumidor. “O conteúdo gerado por micro e nano influenciadores são mais personalizados, o que favorece a confiança do público, efetividade das campanhas e o poder de conversão”, complementa. Inclusive, esses creators são capazes de influenciar diretamente 74% das pessoas a experimentarem produtos, de acordo com a pesquisa.

Além disso, os micro influenciadores são, em sua maioria, criadores que apostam em conteúdos de nicho: 52% dos entrevistados têm o objetivo de atuar nesse formato, o que, segundo diretora, contribui para fortalecer comunidades e criar conexões mais profundas com seus seguidores.
“A audiência está sendo mais seletiva com o que consome, principalmente quando falamos da geração Z. Essa capacidade de se tornarem porta-vozes e gerar identificação dentro de nichos específicos, transforma esses perfis em ouro para marcas que querem se conectar com comunidades de forma mais assertiva e relevante”, enfatiza Julia.
Ressaltando essa tendência de nano e micro, o Censo indica ainda que apenas 2% dos influenciadores do País têm de 500 e 1 milhão de seguidores e 1% tem mais de 1 milhão de seguidores.

