
Chegamos a 2026, ano eleitoral, e no Maranhão cresce a expectativa em relação à sucessão estadual.
Não vamos tratar aqui de três pré-candidatos ao governo do Maranhão.
Não falaremos de Eduardo Braide (prefeito de São Luís), Felipe Camarão (herdeiro de Flávio Dino) e Lahesio Bonfim (porta-voz da extrema direita).
Nosso assunto é a pré-candidatura do filho de Marcus Brandão.
Teria consequências
Marcus Brandão teve um sonho-projeto. A partir do Palácio dos Leões, ele difundiu a crença de que, para eleger seu filho governador, bastaria que seu irmão abrisse mão de disputar o Senado, permanecesse no cargo de governador e continuasse controlando os cofres do Estado durante o processo eleitoral.

A tese de Marcus indicou que o uso escancarado da máquina pública e o abuso de poder resolveriam todas as evidentes limitações políticas e eleitorais de seu filho. Todas!
É burlesco? Imponderado? Tosco? Vai além do arcaico? Bem, independentemente da definição que você queira dar, o sonho-projeto de Marcus Brandão tornou-se uma das variáveis da equação pré-eleitoral do Maranhão.


Se Carlos Brandão embarcar na conversa do irmão e ficar no mandato até dezembro, ele, evidentemente, contraria os interesses de Lula e seus aliados.
O presidente da República afirmou publicamente, há três meses, em uma entrevista na TV da família Sarney, que deseja manter seu grupo unido no Maranhão, citando o ex-governador Flávio Dino, cujo herdeiro é filiado ao PT, vice-governador e pré-candidato ao governo.

Você está nu
Se Marcus Brandão insistir em lançar seu filho ao governo, poderá enterrar politicamente a própria família.
Não se trata de previsão ou profecia. Estamos tratando de fatos. A liquidação dos Brandão, a partir de uma ambição descontrolada, é uma possibilidade real e concreta.
Lula teve quase 70% dos votos no Maranhão no primeiro turno de 2022. Já Carlos Brandão, sentado na cadeira de governador, com o apoio de Lula e de Flávio Dino, obteve pouco mais de 50%, na mesma eleição.
O problema passa pela bajulação em torno do poder, por aqueles que dizem apenas o que o chefe quer ouvir…
No momento em que ainda está na cadeira de governador, Carlos Brandão deveria conhecer o famoso conto intitulado “A Roupa Nova do Rei”, escrito há quase duzentos anos, pelo literato dinamarquês Hans Christian Andersen.

Trata-se da história de um rei muito vaidoso que foi exposto ao ridículo diante de seus súditos, porque os bajuladores que o cercavam não tiveram a coragem de dizer a verdade. O rei estava nu.

